Histórico do Município

Em meados do século XVIII, havia duas maneiras para se viajar de Iguape para Xiririca (Eldorado), nenhuma das quais muito confortáveis: subir a Ribeira de Iguape (que ainda não era apelidada de Rio), em frágeis canoas ou batelões impelidos a vara, ou atravessar, a pé ou em lombo de burro, as ínvias picadas do sertão. 

A viagem durava dias. E por isso, havia as pousadas, os pontos de pouso onde os viajantes passavam as noites intermediárias, dormindo mal e descansando pouco. O primeiro desses pontos de parada sequer tinha nome. Situava-se às margens dos rios Pariquera-Açu e Turvo, em aprazível planície, e era conhecida apenas como Pousada.

Na planície, destacavam-se entre outras árvores, pela abundância e pela graciosidade do porte as Guaricanas, palmeiras nativas de grande beleza. E então, quando as primeiras casas surgiram junto à pousada, a aldeiazinha ganhou o nome de Guaricana. Muitos anos se passaram sem trazer maiores modificações à tranqüilidade de Guaricana, que continuava a oferecer pousada aos viajantes que transitavam entre Xiririca (Eldorado) e Iguape. 

Quase um século depois, por volta de 1860, a Presidência da Província de São Paulo, atendendo a um projeto de melhoria agrícola do território, decidiu criar vários núcleos coloniais, doando terras àqueles que se mostrassem dispostos a cultivá-las. Entre esses núcleos, um, destinado a radicar exclusivamente os imigrantes europeus que começavam a chegar ao Brasil, foi locado exatamente nas proximidades de Guaricana, recebendo o nome de Colônia de Pariquera-Açu ( ou Assú, na grafia da época), tirada do rio que a banhava. 

Passaram-se mais trinta anos antes que o plano passasse do papel para a realidade. Os imigrantes continuavam a desembarcar no Brasil, conduzidos por uma estrela guia: a esperança de vir a possuir um pedaço de terra boa e fértil, de onde arrancar o sustento de suas famílias e a promessa de um futuro melhor. Mas foi só em 1895 que poloneses, italianos, húngaros, suíços, e alemães começaram a apontar na nova colônia e a desenvolver ali suas pequenas e ordenadas lavouras. Os títulos de propriedade demoraram ainda mais: os primeiros só foram distribuídos em 1909, catorze anos depois da chegada dos primeiros colonos. 

Apesar das dificuldades de acesso e de escoamento da produção, onde se destacava o arroz, o pequeno núcleo colonial desenvolveu-se com facilidade, sem jamais perder suas características de comunidade agrícola por excelência. Daí provém a diferença fundamental entre Pariquera-Açu e os demais municípios do Vale do Ribeira: a cidade quase não tem problemas fundiários ou terras improdutivas. 

O desenvolvimento da colônia levou à criação, pelo decreto nº 6.959, de 11 de fevereiro de 1935 do Distrito de Paz de Pariquera-Açu, subordinado ao município de Jacupiranga. Mais tarde, a 30 de dezembro de 1953 a Lei nº 2.956, acrescendo ao território do distrito áreas desmembradas de Iguape, Registro e Jacupiranga, criou o município de Pariquera-Açu, que contava então com 356 Km². 

Atualmente o município de Pariquera-Açu possui uma extensão territorial de 396 Km², fazendo divisa com Cananéia, Registro, Iguape e Jacupiranga. Pariquera-Açu tem uma altitude média de 26 metros acima do nível do mar é atravessada pelos rios Pariquera-Açu, Pariquera Mirim Jacupiranga e outros cursos de água de menor importância. A população oficial segundo dados preliminares do censo do IBGE, para o ano de 1996, apresentou um total de 15.827 habitantes.

Distante 230 Km de São Paulo, tem 6 Km da rodovia federal Régis Bittencourt (BR-116) dentro de seus limites, sendo esta estrada sua principal via de acesso às metrópoles paulistana e curitibana. Conta também com as estradas estaduais SP-226 para Cananéia e a SP-222 para Iguape, e várias municipais. 

Até sua elevação a município, Pariquera-Açu pertencia ainda como Jacupiranga à comarca de Cananéia. Posteriormente, com a extinção desta e a criação da comarca de Jacupiranga, passou a integrar esta última, juntamente com Cananéia e o município-sede. Criado pela Lei nº 2456 em 30 de dezembro de 1953, e instalado em janeiro de 1954, só a primeiro de janeiro de 1955 o município viu empossado seu primeiro prefeito: Ivo Zanella, que lhe dirigiu os destinos até 1958.

Topônimo

O topônimo Pariquera-Açu tem origem na língua tupi, significando grande barragem extinta, através da junção de pari (barragem de pesca), pûera (extinta, velha) e usu (grande)7 .

História

Pariquera-Açu recebeu status de município pela lei estadual nº 2 456 de 30 de novembro de 1953, com território desmembrado do município de Jacupiranga.8

Geografia

Localiza-se a uma latitude 24º4 25 4 sul e a uma longitude 47º52 52 oeste, estando a uma altitude de 39 metros. Sua população estimada em 2004 era de 19 950 habitantes.

Possui uma área de 359,691 km².

Demografia

Dados do Censo - 2000 A maioria dos habitantes tem origem alema e japonesa População total: 17 649

Urbana: 11 722

Rural: 5 927

Homens: 8 891

Mulheres: 8 758

Densidade demográfica (hab./km²): 49,07

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 16,66

Expectativa de vida (anos): 70,90

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 3,16

Taxa de alfabetização: 91,09%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,770

IDH-M Renda: 0,687

IDH-M Longevidade: 0,763

IDH-M Educação: 0,860

(Fonte: IPEADATA)

Hidrografia

Rio Pariquera-Açú

Rio Jacupiranga

Rio Pariquera Mirim

Ribeirão da Fonte

Ribeirão Treze de Maio

Ribeirão do Braço Magro

Ribeirão do Braço Grande

Ribeirão da Arataca

Ribeirão Braço Pedroso

Referências

a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.

IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.

Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.

Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.

a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.

Wikipedia lexikon2.jpg  Nota linguística: Pela ortografia oficial, o nome da cidade deveria ser grafado Pariqueraçu.

NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. p. 118.

Pariquera-Açu São Paulo - SP Histórico. IBGE (29/11/2010). Página visitada em 30/05/2013.

Câmara Municipal de Pariquera-Açu

Template Settings
Select color sample for all parameters
Red Green Blue Gray
Background Color
Text Color
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Scroll to top